sábado, 19 de fevereiro de 2011

Einstein

Quem me dera
 ser estes números complexos,
que deste a quimera
fez-me, talvez, sem nexo.


Ou ser um Albert qualquer,
que com suas visões
muito mais além.
Fez-se gênio
e cultivou paixões
mesmo em Hiroshima.


Estes fios descompassados
formavam um campo eletromagnético
que ao entrar em contato com as sinapses;
fez-se, ao mesmo tempo poeta
e físico
sem deixar de ser criança.


Suas palavras
formam hinos
e numericamente, hoje,
Não são apenas palavras
são as memórias
de um simples sábio.

Bento A. G.
( Suas complexidades foram tão importantes que este não sabe a dimensão, seus devaneios, mesmo os dos versos um tanto simples, foram de uma genialidade sem igual, se pudesse dizê-lo pessoalmente quem fostes, diria-te: - Obrigado mestre. )

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Praia


Intimamente o tempo para
 ao passar da virgem bela,
Vai ao infinitésimo desejo
encontrá-la  à beira-mar.


Molha-me com teu beijo,
cubra-me com tua maciez
Seja assim, minha flor.
Faça-me sentir
que o tempo é nada
ao estar com você.


Muitas vezes afaga-me
quando tudo for escuridão
mostre-me como iluminar meus passos;
Faça-me, talvez, poeta
ou ingênua criança
ao vê-la despida.


E no misto das palavras
vejo que meus versos
são insuficientes.
Não há palavras
para descrever
nosso pueril amor.

Bento A. G.
( Intimamente o tempo para a passos descompasados fazendo-nos tropeçar sobre o que pensavamos estar correto. E estas pedras no caminho, faz-me apenas crecer, pois a fortaleza que com elas construo, livram-me de qualquer poder, de qualquer inveja...livram-me dos desamores.)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


 Morena

I
    Às vésperas do teu delírio
     o teu estro colorido
     difrata essências de amor.
 
     No exato instante
     do teu sorriso
     perco-me em adores.
 
     Em tua volta
     qualquer segundo
     é inesquecível. 

 II

Morena dos sete luares
E de um nobre coração.
Em busca de novos ares
Aventuro-me no fogo da tua paixão.

Quando em teus braços sou homem
Sinto-me como criança pueril.
Quando em teus sonhos sou anjo
Faço-me sempre ao avesso para vê-la feliz.


Pois, amo-te como flor
Não nego.
Respeito-te como a um amor
Pois, quero-te, sempre aqui.

Bento A. G.
( Os segundos exatos que penso em você é impossível de calcular. Os momentos que quis me perder tem teu corpo, em simples comparação, também tornam-se impossíveis de estipular. Em contraponto, é tão simples ver que o limite de meu amor tente ao infinito quando tenho-a como curva exata de um gráfico que traço sobre as batidas de meu coração ansioso em tê-la. Se, amar-te, é uma necessidade, faço-a então nobres versos, pois sei que em minhas linhas romancistas tenho-a como sempre quis. Então, morena, sinta-se minha sempre que percorrer estes simples versos que à dedico.)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


Matemática


Quero revelar-te, afável morena,
Perfumei-me apenas para tê-la
Em equações complexas,
Que apenas Eu sei continuar.


Uma química divina
Entre o róseo e o anil.
Flâmulas joviais
De descoberta e doação.


E nas linhas sem iguais
Da tua matemática,
Fiz-me igualdade
Dentre teus seios.


A igualdade permaneceu inalterada
Repleta de aflição e desejo.
É o amor que corre com exatidão
Pelos meus pensamentos.

Bento A. G. 

( Se algo consegue explicar o que sinto, é a exata certeza que em meu peito pulsa vorazmente, querendo-a. Apenas ainda não a encontrei, sei que estou a caminho, e estes números tem tudo para levar-me a você, óh donzelas dos valores ímpares e de linhas abstratas.)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011


Auto Retrato

Sou um clássico louco
O brilho da lua
Uma alma pura e nua
Amando pouco a pouco.

Sou a paz de uma criança
Uma abstrata arte
Que me parte
Na esperança...

De um dia
Ser alguém
Quem sabe, melhor que ninguém,
Quem sabe de pura alegria.

Sou apenas o mel...
Um ser gélido em ardor.
Aprendiz do amor
Que vive longe de qualquer fel.

Bento A. G.
(Sou aquele quadro complexo cheio de entrelinhas e histórias que ao olhares de primeira, julgas de forma errônea, mas ao conhecê-lo profundamente, apaixona-se. E tenho dito.)