quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vocábulos

Esculpo palavras
abstratamente
que no fundo
dizem pouco
sobre o todo
que arquiteto.
O exato momento
em que estas nascem
purificam-se no coração
e contaminam-se no mundo.

Bento A. G.
( Dizem que a primeira impressão é a que fica, no entanto não costumo medir minhas palavras, tão pouco minhas atitudes. Às vezes sou tão áspero ou tão doce, depende de quão mereças essas extremidades.  E minhas palavras parecem não fazer mais sentido, por mais que Eu tente me adaptar...ainda  estou no século XVIII, e onde estão minhas donzelas? – Boa pergunta!! )

O preço

Custa-me caro
ser o Bento
quando sei que nunca
fui Bendito.

(" Vem renascido o amor. Bento de lágrimas.Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós.")

terça-feira, 11 de janeiro de 2011


Outros

Intimamente vibro notas a mais
com uma intensidade uniforme.
E meu violão parece morto,
Quando nas palavras repetidas
tenho, apenas, a dor;

Sinto-me idiota
repetindo, repetindo
rimas num poema
que jamais será inconseqüente.
E meu violão segue mudo
num pensamento vazio.
E um acorde pobre,
de três notas marcadas
são elas: amor, sexo e amor;

Assim uma nova canção
domina o mundo...
é o silêncio
de quem ainda acredita nos outros.

Bento A. G.


( Todo dia faço tudo sempre igual, num tom alucinantemente monótono... Seja sempre breve, seja eterno...seja sempre um dia especial, porém às vezes esqueço disto e continuo apenas... num tom natural. É tediante quando vejo que meu sorriso já foi o mesmo, que meu cabelo cresce...que meu coração, ainda bate pela mesma história, e no fim tudo termina em silêncio, novamente estou tentando sonhar... Será que sou capaz?)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Esperando o mundo... Amar.


Sinto-me alheio
a toda essa vaidade.
E quaisquer comoção religiosa,
Sinto-me, talvez, subjugado
por estas alucinações ilícitas;

Evocam qualquer poder
pela luxúria do milagre.
Tem, não por conseqüência, todo o poder
de uma cura inconseqüente.
Ouço gritos ritmados
numa fala sem pensadores.
Apenas reproduzem,
Como gravadores
palavras desatentas;

Assim temos
qualquer ilustrado.
subscrevo assim
um amor de balada.


Bento A. G.

( Vai-se a qualquer momento todo aquele sentimento guardado por séculos, e das frases matematicamente calculadas de um Romancista às declinantes cantadas... Vai-se o que um dia foi erudito pelo simples saborear do corpo. Não sei por onde Eu ando, vejo tantas lubricidades, vejo corpos a mil e nenhum, que por mais belo, chama-me a atenção... Onde estás, Óh erudita donzela dos saberes infinitos, do conversar empolgante...Diga-me! - Sem medo, onde estás, óh donzela de séculos atrás... Diga-me como encontrá-la meu tesouro pueril. )

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pai, filho e espírito Santo

Sobe ao pódio a face pálida
na platéia os derrotados
aplaudem inquestionavelmente
o que ao avesso lhes fazem, tudo.
transbordam-se em sangue
e a bandeira agora é outra...
Vê-se hasteada  ao longe
corpos  demais.

Este mesmo semblante
metralhando rápidas palavras
enaltece-se.

É, agora, o Cristo
inócuo em luzes descoloridas
É acima de tudo
a razão e emoção
faz-se, apenas, a espada.

E assim, os sobrepujados
apenas seguem a canção
um cântico baixo
evocando a tríplice.

Bento A.G.

( Muitas das vezes me pergunto o porquê de tanta escravidão e humilhação... e tenho apenas uma resposta, ignorância. Enquanto não questionarmos a tríplice será a mesma e restanos apenas...rezar e ter fé.)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Personalidades

Já quis ser Ernesto
Adolf, ou Gandhi.
Quis também em linhas menores
Ser qualquer alvedrio.

Para ser honesto
O único desejo grande
Era ser rubros amores
Na gélida brisa deste frio.

Fui, quem sabe, qualquer poeta
Dissipando revoluções
E palavras a mil...
Fui também, por convicção, lutador.

Agora, nem Ernesto
Adolf, ou Gandhi.
Apenas Bento...
Lutando nos meus versos íntimos.

Bento A. G.

( Em vários sonhos ou em viagens quaisquer fui tudo aquilo que temi e posso afirmar também que já fui em algum momento o que hoje venero. Se as vidas se sucedem e as lembranças vêem como fleches contínuos acredito severamente que em algum instante qualquer do espaço-tempo revoluções já fiz. A maior delas foi ser apenas Eu.)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


Ceder


   Conceda-me um instante
     de sonhos e loucuras
     e um amor sem fim.
 
     Venha a todo instante
      fazer-me alvo poeta
     nos versos mais bonitos.

Bento A. G.

( Nos versos mais simples o sublime do amor faz-se presente, nos mais sinceros faz-se necessário... Que este ano começe com todo o amor desta vida, que seja sempre eterno e que seja além de tudo, sincero...)