domingo, 26 de junho de 2011

Amante à Português


Em linhas pretéritas,
e amores mais que perfeitos,
seja no passado ou futuro
sigo sendo conservador.

Em conjugações distintas
e gêneros na mesma proporção
afago cada olhar
como se este fosse único e último.


A mística exata dos antônimos
torna-nos um,
a par de nossos corpos fundidos
 e almas errantes
de Deuses e Donzelas.


E na mesma equação
somos sujeito e objeto
verbo e predicação.
Seremos, talvez, a conjunção
de frases perfeitas
e amores a mais.
 Bento A. G.

(Às vezes creio que em equações complexas existem essência e palavras perdidas, assim como em versos tão belos uma simetria bilateral que transcende qualquer métrica. A formalidade nem sempre é precedente, mas quando está se faz por completo, torna não apenas belo, como por completo, complexo. Vou do português à matemática com o mesmo entusiasmo que vou do teu coração à teus lábios...) 

sábado, 25 de junho de 2011

Quisera

Quisera meu íntimo
ser todo teu
ou meu olhar
te endoidecer.
Quisera Eu
ser metade de você.

Ser o complemento
de toda alegria e paixão.
Quiçá,
ser apenas
o que te faz bem.


Quero-te
como rosa e fogo
amando-te
pouco a pouco.

Bento A. G.


( Quem me dera ao menos uma vez ter todo o amor dos versos de poetas renomados, ou pelos menos, ter em totalidade teu coração. Quem me dera fazer parte deste teu sorriso, e estar intimamente ligado ao brilho dos teus olhos... Quisera Eu, ser este que chamas de amor, ou apenas, a paixão que sonhas a cada vez que fechas os olhos... quem me dera se um dia tiver este privilégio... Faça-me teu em sorrisos e olhares, faça-me fogo e criança... Faça-me apenas este coração enamorado que cospe palavras boêmias.)   

sexta-feira, 24 de junho de 2011

“Amar lá France”


Mon pur amour
ao te ver, enamorei-me.
por rosas e lírios.
Mon pur amour
em veias longínquas.
Fiz-me açúcar e pimenta
ante ao sorriso cintilante
do teu estro.

Nas passarelas da poesia
vejo-te passar,
e todo dia
lustro teus passos com amor,
fazendo-os versos compassados
numa rima apaixonada.
Contando os dias, de passo em passo
sonho com o bailar de nossas almas.

L’amour l’amour
conheci a imprecisão
ao vê-la passar.
l’amour l’amour
se hoje estou aqui
é por tua alma
ou apenas porque necessito
destes versos apaixonados
de um amante francês.

 Bento A. G.

( Tem horas que a poesia não tem língua, tão pouco inspiração. Esta nasce com uma voracidade e consome cada verso com um emoção inexplicável. Mistura-se línguas, sentimentos, lembranças... e no fim parece a mesma abstração gramatical do dia-a-dia, porém não será? Particularmente, ainda penso, que não existe idioma para o amor, tão pouco versos perfeitos... Mas estas mesclas soa-me além de desafiadora, simbolista e romancista, um tanto ímpar. Na verdade é par. Será? E no fim a pergunta, "onde estou? onde estás, meu amor?" ...)


terça-feira, 21 de junho de 2011

Hei de ver-te sem este véu
de sublime inocência.
E fazer-te no rubro momento
canticos libidinosos...

Ou apenas
como rosa em botão
fazer-te única
em meu coração...
Bento A.G.

( De toda a poesia e volúpia dos meus versos, deixo o prazer de lado, para ter em qualquer momento, apenas o amor... amor de versos romancistas e simbolistas. Às vezes rubro, outras tantas alvo.)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu não sei dizer te amo

Acordei-me meio bossa nova e rock’n’roll
fluentemente pensando em não pensar
e quando o dia não mais se fez...

STOP!
Em que esquina, perdi-me?
Já não sei dizer...

l’amour l’amour
lhe fiz em exatas equações
e nada fez-me sentido
ao ver Shaoran e Schayana.

Aliás, até pensei
que em poemas livres
o passado poderia ser agora
e no presente, eu poderia dizer:
- Te amo, te amo...
mesmo sem querer...
Bento A. G.

( Sabe quando mudar é extremamente necessário?! Pois então a hora chegou, e eu definitivamente não quero mudar, queria voltar... A ser esta metamorfose gramaticalmente rock'n'roll, ou um poeta delicadamente bossa nova.)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Digo silenciosamente
que estar ao teu lado
torna-me, cada dia essencial.
E cada gesto insano de saudades
parece-me obviamente
voracidade de um imo enamorado.
Bento A. G.

( Essencialmente digo que em minhas loucuras gramaticais nenhum verso perfeito seria capaz de expressar todo o amor de um poeta, nem todo brilho do teu olhar, eu seria capaz de apagar... Pois ao amor, damos apenas, essência e imo.)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Day

Meu coração incerto
Nega ser escravo do teu bailar.
Eu, enamorado e esperto
Vejo brechas pra te amar.

Seja sobre a luz da lua
Ou em afogueados cantos do teu Eu
Onde nossas almas nuas
Criam o espectro de qualquer
Romance shakespeariano.
Bento A.G.

( Nas horas mais incertas o coração parece ganhar vida, e de fato ganha com inspirações vindas sei de onde... talvez da luz mais rubra de uma alma amante e assim seguem poesia e arte. Sendo ambas reféns do destino, ou melhor, digo, de um coração amante, que ama e ama...)