segunda-feira, 11 de julho de 2011

A canção

E tu me dizes metricamente
que os acordes são outros,
talvez o reverso destes pálidos,
e tu me dizeis para voar.

Um século, um mês
por notas virginais.
Hei, então de reescrever
estas notas a mais.

Contudo a canção segue a mesma,
nas linhas infinitas do tempo.
faço-me conservador
ou moderno
esperando, tão somente, o amor...
Bento A. G.

( Hoje acordei sem inspiração, com aquele "Q" sentimental. No rádio então clássicos sententistas. Fiz-me por breve instante algum estro de amor. Queria poder abrilhantar meus versos com aqueles agudos inesquecíveis, ou simplesmente, fazê-los belos. Porém está cada dia mais difícil não ver lágrimas onde sempre foi sorriso. Talvez mude, talvez não... E por hora meus versos seguem mortos, ruins e esquecidos. Quem sabe revivam com o amor... que amor? Onde estou? Onde estás, meu amor?!...)

sábado, 9 de julho de 2011


Coeur



A noite corre as veias
feito versos fartos.
E o poeta ainda nas noites eternas
bebe do cálice lascivo do teu G.


Maiúsculo este se faz,
ao repousar em tua pele de flor.
Vinde a mim em silêncio,
Feito coração que pulsa amor.
Bento A. G.

( Nos altiplanos do teu gemido, sentia cada erupção do teu G. Fazia-me nestes instantes de pimenta, o tempero poético de tuas lascívias. E em silêncio, meu coração fazia-se Baudelairista. Transformava meus versos cinzas em estros coloridos, para jovialmente admirar teu Eu e dizer... seja no pecado ou na essência, te amar é simplesmente o que importa... Onde estou? Onde estás, meu amor?!... Vinde a mim donzela das mil cores, faça-me louco... o mais louco dos amores. )

sexta-feira, 8 de julho de 2011


Versos à Castro
 

Minha alma flui em estações díspares
Ora em céus de verão, ora cinzas.
Em equações menores,
fui Romeu ou D. Juan.
Sobrou-me as cores de outono,
para repousar meus sorrisos em flores.
Restou-me ainda os aromas virginais,
das estações a mais...



Meu coração Shakespeariano
Deixou-me improvisos
e versos pueris.
Minhas veias Einsteinianas
Sobrescreveram teus sorrisos,
em universos paralelos.


Alma e coração,
Fizeram-se únicos
Para que seja inverno ou não,
possa imortalizar amores.
Bento A. G.

( Meus ídolos delineiam esboços tão precisos que creiam ser as cores a mais que deixo em meu corpo. Versos de admiração e romantismo são uma contante destas linhas que desenho. Faço dos números linhas de amor e das palavras equações gramaticais do mesmo. Alimente minha alma e meu coração e deixo as palavras fluirem, pois amar é a única virtude de um imo enfurecido.)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jardim

Dentre rosas e lírios
Flui uma essência pueril;
Em teus delírios,
Um amor lírico

Fazem-nos plural.

Uma junção perfeita
De corpo e alma.



Bento A. G.

( Em todas as viagens astrais, vi campinas tão fluentes quanto cada curva do teu corpo. E nestes jardins celestiais perdi-me em teu olhar com a mesma intensidade que queimei-me em teus beijos. Tua pele feito rosa, acariciava-me tão docemente que foi impossivel esquecê-la. O passado vez-me ainda mais admirador de tua beleza, o futuro, só ele sabe o quanto serei amante do teu Eu... Morena.)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

    Ensaio sobre o Cosmo II

     Esta volúpia pulcra
     ora rósea, ora em tons de azul 
     deixa-me cauteloso em outras dimensões.  


     Os ecos do teu Eu 
     percorre ondas bilaterais, 
     deixando em meu corpo  
     as cores do silêncio; 
 

     Este seio sóbrio 
     embriaga minhas lascívias  
     em forças gravitacionais. 
 

     Teu íntimo 
     deixa meus versos 
     cheio de dúvidas...

Bento A. G.


 ( As cores que te fazem Todo, deixam-me cada dia diferente. Penso em teus gozos, teus olhares, tua pele... e por fim, termino nos mistérios do cosmo. Louco, não? Pois quando estou em teu corpo, tua alma faz-me lembrar que teu delírio está muito mais além, por dentre as nuvens, em explosões gasosas vejo o teu G. Não que queira que teu corpo seja meu universo, pelo contrário, espero ser teu mundo particular, e encontrá-la em delírios fortes muito mais além.. onde apenas os sublimes podem alcançar...)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ensaio sobre o cosmo

Nos altiplanos celestiais
os astros e dimensões,
fazem-se tão únicos quanto à linha que os separa,
seja nas explosões coloridas,
ou nos tons gravitacionais,
negros e misteriosos.


As vibrações cósmicas
lembram-me aquele bailar díspar
de homens e mulheres
que em mundos paralelos são tão iguais.

Separados por anos-luz,
deixo-me exclusivamente como um ponto
sendo este amante
das demais dimensões
e dos teus mistérios.
Bento A. G.

( Nos devaneios mais fascinantes que tenho, possuo o horizonte de mistérios como o auge de qualquer excitação. Vê-lo como constante metamorfose, faz-me pensar o porque de Eu também não fazer. E pronto, o faço, sou agora a composição instantânea de fantasia e amor, e depois, serei quem sabe a mesma equação em contextos divergentes. Em meus particulares não sou supernova, buraco negro, nem em sonhos mais longínquos um astro. Mas sonho em ser um universo, quem sabe paralelo ou único que uma donzela perca-se e faça-me incondicionalmente único. Por mais que o Cosmo possa me fascinar, apenas teu sorriso é capaz de me encantar morena... "Meu samba é seu amigo, que a minha casa é sua... que meu peito é seu abrigo... Morena..." )

segunda-feira, 4 de julho de 2011

 Corpo

Conheci as cores da vida
ao passear por tuas curvas,
e em cada mistura secundária,
o desejo insaciável pela primária.

Fiz-te entre mil amores
o único eterno.
E de tuas cores rubras
uma diversão.

Faço-te, agora,
a abstrata arte
que me parte
 entre santo e pecador
deixando-me, apenas, uma aquarela de conservador.
Bento A. G.

( Ao me deleitar no róseo do teu seio, ou nas cores ímpares do teu gozo, pintei quadros mágicos em devaneios mundanos. E as cores foram se misturando, no horizonte via um brilho sem igual saindo do teu sorriso e repetindo-se num olhar doce. Fui, particularmente de santo a pecador, ao conhecer cada cor que exalas, fiz-me nestes instantes breve, cubista, modernista, contemporâneo...Foi de tão expressionista a arte dos amores rubros que me ensinastes, que tentei ser quem sabe um Bocage. Fato que em cada linha tênue que descobri, consegui ser somente este andarilho de palavras boêmias e fazê-la versos simples de um coração amante...)