quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quadros

Em sequências aleatórias,
devoraria cada verso,
ante teu róseo seio
feito cubista.

Em mundos quânticos,
somente tua inspiração
é capaz de fazer-me, todo
e por unidade, modernista.

Nas linhas quebradas
do meu andar,
far-te-ia, tão somente
em preto e branco
como aquele quadro móvel.

Com rimas subjetivas
e amores diluídos
Faço-me, contemporâneo
não por menosprezar os demais
porém o amor
hoje, faz-se, diferente.
Bento A. G.

OBS: Este ainda deve ser mudado, feito em 5 min para passar o tempo apenas...
( Em quadros estáticos na parede, vejo a cada dia uma emoção nova, não por este ter mudado necessariamente, mas em cada olhar que nele se fixou uma essência divergente. Tentar contrapô-las é algo que parece impensável,pois então, em meus versos aleatórios tentei fazê-lo. Mudar o geral também segue o mesmo raciocínio, na maioria da vezes, é impensável. No entanto, que o amor seja sempre prioritário, que não seja esta opção medíocre dos dias atuais... "Onde estou? ... é amor, Onde estou...sem você aqui?!")

terça-feira, 28 de junho de 2011

Arco-íris


Hei de ver-me,
além destes universos paralelos,
e fazer-me;
simbolista de amores a mais.
 

Transcendendo a aquarela
nos teus sorrisos,
e muito mais além;
quem sabe, fazer-me romancista.
Bento A.G.

( Nas viagens platônicas que faço pelo teu íntimo, vejo-me não muito além daquela essência ingênua de tínhamos nos primeiros anos. Hoje com a facilidade da descoberta, nem as mais fascinantes ilusões do cosmo me parece perfeitamente, ilusória.Lentes demais, tecnologia demais... e infelizmente amor demenos. Assim, sigo, solitariamente com meus versos conservadores, meu íntimo perdido e meus pensamentos naquela época onde a descoberta era a chama da conquista e não o próximo passo apenas. Vou de Baudelaire à Platão... Einstein à Vinicius e nada, absolutamente nada parece-me saciar esta voracidade por amor... "Onde estou? Onde estás, meu amor?!")

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Tarja 

Teus longos fios morenos,
fazem-me ir além de qualquer vibração mundana.
E no cetim do teu timbre
sinto emoções distintas.

Tua pele sempre pálida
enfurece meu coração,
Teus lábios encarnados
em meu imo seguem a mesma proporção.

 

Alimente minha alma e meu coração
com tuas canções ímpares,
e faça-me muito além de um fã
 deixe-me em versos simples
ser o teu amante.
Bento A. G.

( Estranhamente neste inverso teu timbre vai muito além de minha alma e aquece este já quase vencido coração. De tantos punhais nele gravado, sinto-me bem apenas quando aprecio uma voz aveludada que em canções as vezes triste, trazem-me a alegria de saber que em priscas eras Eu já fui um poeta, hoje, talvez, seja apenas um boêmio amante. Contuto trago em minhas veias o singular desejo pelo amor, seria Eu um romancista renascendo das cinzas? - creio que não, seria muita pretenção de minha parte, sigo sendo apenas, teu fã e um amante de corações alheios que com sorrisos ímpares alimenta minha alma. Bem em palavras confusas deixo uma breve admiração a Tarja Soile Susanna Turunen Cabuli.)

domingo, 26 de junho de 2011

Amante à Física



Quando o fascínio
supera os limites do paralelismo
viajo por universos e dimensões.
Vai-se o
espaço-tempo,
e em remotas oscilações
meu peito, faz-te supernova
de um tom afogueado a um azul céu
pinto nosso amor de poesia
.



Quando os ensaios
de
meus versos abstratos
são apenas poesia boemia
vejo-a bailar nos salões da insanidade,
e novamente, estamos no marco zero.
Big Ban...
Nossos corpos são fúria
e nossas almas, amor.
Bento A. G.

( No exato instante em que conheci a palavra
deixei
cada fator e parcela
como o símbolo máximo de minha inspiração,
Não que estes números não fossem importante
mas em contradição tornaram-se letras...

Com o mesmo fascínio pela Física e Poesia, deixo que as palavras meçam detalhadamente cada sentimento meu,  e que meu coração seja a única parcela responsável pela soma de nossos corpos, ou em escalas mais intimas os fatores responsáveis pela multiplicação deste sentimento sublime. Deixo-a com minha alma e meus versos, espero ser suficiente... "Onde estou? Onde estás, meu amor?!")
Amante à Português


Em linhas pretéritas,
e amores mais que perfeitos,
seja no passado ou futuro
sigo sendo conservador.

Em conjugações distintas
e gêneros na mesma proporção
afago cada olhar
como se este fosse único e último.


A mística exata dos antônimos
torna-nos um,
a par de nossos corpos fundidos
 e almas errantes
de Deuses e Donzelas.


E na mesma equação
somos sujeito e objeto
verbo e predicação.
Seremos, talvez, a conjunção
de frases perfeitas
e amores a mais.
 Bento A. G.

(Às vezes creio que em equações complexas existem essência e palavras perdidas, assim como em versos tão belos uma simetria bilateral que transcende qualquer métrica. A formalidade nem sempre é precedente, mas quando está se faz por completo, torna não apenas belo, como por completo, complexo. Vou do português à matemática com o mesmo entusiasmo que vou do teu coração à teus lábios...) 

sábado, 25 de junho de 2011

Quisera

Quisera meu íntimo
ser todo teu
ou meu olhar
te endoidecer.
Quisera Eu
ser metade de você.

Ser o complemento
de toda alegria e paixão.
Quiçá,
ser apenas
o que te faz bem.


Quero-te
como rosa e fogo
amando-te
pouco a pouco.

Bento A. G.


( Quem me dera ao menos uma vez ter todo o amor dos versos de poetas renomados, ou pelos menos, ter em totalidade teu coração. Quem me dera fazer parte deste teu sorriso, e estar intimamente ligado ao brilho dos teus olhos... Quisera Eu, ser este que chamas de amor, ou apenas, a paixão que sonhas a cada vez que fechas os olhos... quem me dera se um dia tiver este privilégio... Faça-me teu em sorrisos e olhares, faça-me fogo e criança... Faça-me apenas este coração enamorado que cospe palavras boêmias.)   

sexta-feira, 24 de junho de 2011

“Amar lá France”


Mon pur amour
ao te ver, enamorei-me.
por rosas e lírios.
Mon pur amour
em veias longínquas.
Fiz-me açúcar e pimenta
ante ao sorriso cintilante
do teu estro.

Nas passarelas da poesia
vejo-te passar,
e todo dia
lustro teus passos com amor,
fazendo-os versos compassados
numa rima apaixonada.
Contando os dias, de passo em passo
sonho com o bailar de nossas almas.

L’amour l’amour
conheci a imprecisão
ao vê-la passar.
l’amour l’amour
se hoje estou aqui
é por tua alma
ou apenas porque necessito
destes versos apaixonados
de um amante francês.

 Bento A. G.

( Tem horas que a poesia não tem língua, tão pouco inspiração. Esta nasce com uma voracidade e consome cada verso com um emoção inexplicável. Mistura-se línguas, sentimentos, lembranças... e no fim parece a mesma abstração gramatical do dia-a-dia, porém não será? Particularmente, ainda penso, que não existe idioma para o amor, tão pouco versos perfeitos... Mas estas mesclas soa-me além de desafiadora, simbolista e romancista, um tanto ímpar. Na verdade é par. Será? E no fim a pergunta, "onde estou? onde estás, meu amor?" ...)